Achei no mínimo curioso ver Carvalho da SIlva a falar na apresentação de um movimento pelo sim na Madeira. Dizia o sindicalista da CGTP que as mulheres eram "obrigadas a abortar". Surpreendentemente este seria o argumento forte para liberalizar a "interrupção voluntára da gravidez". Se até aqui já se tinha chegado à conclusão que o termo "voluntário" não se referia à vontade da criança com 10 semanas de gestação, entidade menos tida nesta matéria pelos libertários do sim, agora sabemos também que a própria mulher não toma a decisão de abortar decisão voluntariamente.
Os movimentos do não andam a dizer exactamente isso de há 10 anos para cá. A liberalização do aborto obrigaria as mulheres a abortar, pois a sociedade abster-se-ia de lhes oferecer as alternativas ao aborto. Seja por razões económicas, seja por inércia das instituições, as alternativas para levar até ao fim uma gravidez seriam automaticamente vedadas, quer à criança, quer à sua mãe. Se queremos dar liberdade à mulher e à criança, temos que rejeitar esta liberalização. Temos que votar não ao aborto.



é que anda mesmo tudo trocado!
eles [do sim] não percebem que se a lei for adiante é que elas vão ser obrigadas a abortar pela naturalmente selvagem filosofia de mercado de trabalho?
olhem os "patrões": "atão agora é que engravidaste? olhe que as vendas têm que subir, a empresa precisa de si, mas você é que sabe [?], é legal [!], vá lá tratar disso à hora do almoço à clínica e volte pró turno das 15h"...
[?] os sindicatos não é suposto defender os empregados [?]