Até que ponto vale a pena lutar pela vida humana?

Numa sociedade civilizada, em que os direitos do homem são um dado (quase) adquirido e o respeito pela vida humana é um princípio fundamental, a liberalização do aborto por causas valorativamente inferiores, como as económicas, ou simplesmente "porque sim", é na realidade um retrocesso civilizacional, disfarçado de falsa ideia de liberdade. Aquilo que é entendido para muitos como um acto livre não passa na realidade de um facilitismo que anula o direito do mais fraco pelo mais forte. Precisamente o contrário do primado do direito, que impede que uma sociedade regida por princípios e leis se transforme numa selva, em que os mais forte impõem as suas regras consoante as circunstâncias e os estados de espírito. Não esquecer nunca que a liberdade deve ser sempre exercida com a correspondente responsabilidade. Não se percebe é onde pára essa responsabilidade quando se aborta usando como argumento "a liberdade do corpo". Não sendo assim, também um suicida cometeria o seu acto final exercendo a sua "liberdade" de forma "responsável".

Há princípios que são inderrogáveis. A vida humana é sem dúvida o valor primordial, fora do qual existe apenas o vazio. Um vazio que parece ser o objectivo de muitos niilismos sem esperança nem vontade de viver.

2 Resposta(s) a “”

  1. # Blogger JMP

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  2. # Blogger JMP

    A defesa de temas como a liberalização do aborto e a eutanásia tem por objectivo final a relatividade da vida. Numa sociedade em que o valor relativo da vida é ditado pelo sabor dos tempos e pelas vontades históricas dessa mesma sociedade. a vida de cada indivíduo rege-se pelo interesse do colectivo, ou como se ouve dizer, pelo «bem-estar social». Bem-vindos ao Socialismo!  

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