Dos vários argumentos invocados pelo “sim” há um que se reveste de particular cinismo: o de que o embrião tem o “direito a ser desejado”.
Segundo o jornal “Público” do passado dia 10 de Janeiro, Rui Rio terá mesmo defendido que este é o “argumento mais forte” a favor da despenalização. E terá acrescentado que “preferia não nascer a ser uma criança indesejada”.
1. A lógica (?) do argumento é a seguinte: uma criança tem “direito a ser desejada”; se tiver a infelicidade se ser concebida sem ser “desejada”, qualifica-se automaticamente a uma segunda infelicidade – a de perder a vida.
Com a agravante de que esta segunda infelicidade é definitiva e irremediável.
Um ser humano não “desejado” às 10 semanas pode vir a sê-lo mais tarde na gravidez. Ou depois do nascimento. E mesmo ao longo da vida. Mas se perder a vida, não mais poderá beneficiar de um tal “direito”.
2. Quando se reconhece um direito, há, necessariamente, que definir quem o pode ou deve garantir. Convinha que aqueles que invocam este argumento clarificassem a quem compete garantir o “direito a ser desejado”.
Ao embrião não será seguramente pois é um mero sujeito passivo neste aspecto. Não está na sua disponibilidade ser ou deixar de ser desejado.
A solução que propõem (a possibilidade de abortar até às 10 semanas) é, no mínimo, estranha e evidencia as contradições do argumento: se o direito não é cumprido, resolve-se o problema pela eliminação do sujeito que dele poderia beneficiar.
3. Se os defensores do “sim” querem atribuir aos pais (ou melhor, à mãe, porque a posição do pai será irrelevante à face da lei) o direito a conformar a realidade dos factos de acordo com a sua vontade (ou “desejo”) que o assumam com clareza! E assumam, ainda e em coerência, que está em causa o aborto como remédio anti-conceptivo.
Mas não se arvorem em defensores dos interesses e direitos do embrião.
Que se remeta o embrião até às 10 semanas a um estado de nula protecção é já, para mim, inadmissível. Mas pretender que se defende um tal regime por altruísmo e em benefício da criança é de um descaramento e de um cinismo atroz!
Segundo o jornal “Público” do passado dia 10 de Janeiro, Rui Rio terá mesmo defendido que este é o “argumento mais forte” a favor da despenalização. E terá acrescentado que “preferia não nascer a ser uma criança indesejada”.
1. A lógica (?) do argumento é a seguinte: uma criança tem “direito a ser desejada”; se tiver a infelicidade se ser concebida sem ser “desejada”, qualifica-se automaticamente a uma segunda infelicidade – a de perder a vida.
Com a agravante de que esta segunda infelicidade é definitiva e irremediável.
Um ser humano não “desejado” às 10 semanas pode vir a sê-lo mais tarde na gravidez. Ou depois do nascimento. E mesmo ao longo da vida. Mas se perder a vida, não mais poderá beneficiar de um tal “direito”.
2. Quando se reconhece um direito, há, necessariamente, que definir quem o pode ou deve garantir. Convinha que aqueles que invocam este argumento clarificassem a quem compete garantir o “direito a ser desejado”.
Ao embrião não será seguramente pois é um mero sujeito passivo neste aspecto. Não está na sua disponibilidade ser ou deixar de ser desejado.
A solução que propõem (a possibilidade de abortar até às 10 semanas) é, no mínimo, estranha e evidencia as contradições do argumento: se o direito não é cumprido, resolve-se o problema pela eliminação do sujeito que dele poderia beneficiar.
3. Se os defensores do “sim” querem atribuir aos pais (ou melhor, à mãe, porque a posição do pai será irrelevante à face da lei) o direito a conformar a realidade dos factos de acordo com a sua vontade (ou “desejo”) que o assumam com clareza! E assumam, ainda e em coerência, que está em causa o aborto como remédio anti-conceptivo.
Mas não se arvorem em defensores dos interesses e direitos do embrião.
Que se remeta o embrião até às 10 semanas a um estado de nula protecção é já, para mim, inadmissível. Mas pretender que se defende um tal regime por altruísmo e em benefício da criança é de um descaramento e de um cinismo atroz!



É completamente verdade essa contradição. Tal como é a afirmação dos do sim de que são contra o aborto, para logo defender uma solução de aborto livre até às 10 semanas (é como ser contra os assaltos a casas mas instituir a lei da porta aberta 24 horas ...).
Decididamente...não temos um SIM COM RESPONSABILIDADE(xD)...palhaçada de afirmações que o apoiantes do Sim têm vindo a fazer..